Entre os dias 20 e 22 de junho, aconteceu 12ª edição do Festival das Cataratas em Foz do Iguaçu, aproximadamente 45 alunos da UNESP Rosana circularam pelos eventos paralelos e complementares do Festival das Cataratas. O evento foi considerado o maior de sua trajetória, com a submissão de 309 trabalhos (228 aprovados), sendo 26 submetidos pelos alunos da UNESP de Rosana.
O destaque do Fórum ficou para estudante de Turismo, Leonardo Giovani Moreira Gonçalves, que apresentou o Artigo Científico intitulado “O museu no espaço rura: Percursos para a constituição do Futuro Museu do Assentado no Município de Rosana/SP” juntamente com a orientadora, professora doutora Rosangela Custodio Cortez Thomaz. Os assentamentos ganharam destaque, tendo em vista que o Festival das Cataratas é considerado o maior evento científico do turismo das Américas.
Diante das pesquisas o preceito inicial não se alterou, mas se reformulou e o pesquisador foi inserindo outros. Em síntese o projeto tem o intuito de inventariar o patrimônio material e imaterial por meio da memória dos entrevistados, durante a pesquisa foram entrevistados moradores de quatro assentamentos do Município: Bonanza, Gleba XV de Novembro, Nova Pontal e Porto Maria. Após a inventariação foi iniciado implantação do Museu, com o auxílio da Prefeitura Municipal de Rosana e do ITESP.
Leonardo Giovani Moreira Gonçalves e Rosangela Custodio Cortez Thomaz representaram o Município com o projeto que se intitula “O museu no espaço rural: percursos para constituição do futuro Museu do Assentado no Município de Rosana/SP”.
Durante a cerimônia de premiação o estudante conta que estava ansioso, mas pouco confiante “não esperávamos o prêmio, muito menos estar entre os 10 melhores, mais de 309 trabalhos haviam sido submetidos, muitos pesquisadores renomados, mestres, doutores e pós-doutores estavam concorrendo, no primeiro momento quando anunciaram a premiação pensei que fosse um erro, esperei a leitura completa do título, me levantei apenas quando chamaram meu nome, desacreditado e extremamente feliz. Acredito que aconteceu tudo muito rápido”.
Em poucos segundos o estudante viu seus esforços de quase cinco (5) anos serem anunciados em um título. “Fiquei sem acreditar. Abracei minha orientadora e ouvimos do coordenador do evento elogiar o projeto. Meus amigos e orientadora acompanharam todos os percursos para elaboração deste projeto, não só da criação do Museu, mas, também das pesquisas, foram noites sem dormir, livros lidos, artigos discutidos, visitas a campo, áudios transcritos e trabalhos apresentados. Em segundos, cinco (5) anos se tornaram únicos e premiados.
Para o estudante é de extrema importância a premiação “fico feliz pela aprovação, pois foi um trabalho sobre Assentamentos, sobre nordestinos, sudestista e sulistas, militantes e migrantes que foi premiado. O trabalho representa o Município de Rosana, a história de sua gente e a sua própria historia, um trabalho que representa a Universidade Estadual Paulista, Campus de Rosana, o curso de Turismo e a nossa importância na sociedade e para toda comunidade estudada. Dar voz aos assentados e mudar o imaginário das pessoas sobre os assentamentos não é mais uma única justificativa, mas sim, uma meta de vida”. Relata o estudante.