Por Jean Ramalho- Redação Jornal O Imparcial
Já se passaram duas semanas do início do ano letivo e tudo o que os quase 2 mil alunos das sete escolas da rede estadual de ensino de Rosana receberam para comer foram bolachas, sucos, achocolatados, lanches e frutas. Isso porque, houve o rompimento de um convênio entre a Prefeitura e o Estado, que culminou na suspensão do fornecimento das refeições e, consequentemente, na distribuição da alimentação paliativa, conhecida como “merenda seca”. Situação que, de acordo com a Diretoria de Ensino da Região de Mirante de Paranapanema, deve persistir pelo menos até o fim deste mês, quando uma empresa deve ser contratada para assumir a demanda.
De acordo com o dirigente regional de ensino de Mirante do Paranapanema, Sebastião Canevari, no dia 14 deste mês deverá ser aberto um pregão eletrônico. Seguindo os trâmites burocráticos, o mesmo deverá permanecer disponível para ofertas de dois a três dias e, não havendo recursos, a empresa vencedora deverá assumir os serviços em até 15 dias. “Está em andamento a fase de elaboração do pregão para contratação de uma empresa que, por sua vez, fará a contratação das cozinheiras e das merendeiras que atenderão as escolas. Os mantimentos virão da Secretaria da Educação e a empresa fará a preparação. É importante reforçar que é um momento transitório e emergencial. Estamos trabalhando para regularizar a situação”, ressalta o dirigente.”
Assim como noticiado por O Imparcial, os imbróglios referentes à merenda escolar das escolas estaduais de Rosana tiveram início em dezembro do ano passado. Conforme a diretora municipal de Educação, Maria Helena Silva, a última refeição oferecida às unidades estaduais da cidade, por meio do antigo contrato, foi no último dia letivo de 2015, em 20 de dezembro. Desde então, a municipalidade não tem oferecido nenhuma alimentação para as escolas estaduais, com exceção de dois colégios que funcionam em período integral.