Em ritmo de festa e alegria a Gleba XV de Novembro comemorou no último final de semana 31 anos de muitas lutas e conquistas!
A festa que teve início na noite de sábado, 15, ao som do cantor Emerson Henrique agitou o público presente na comemoração do 31º Aniversário da Gleba XV de Novembro.
A programação teve continuidade no domingo, 16, com a cavalgada que partiu do Setor III rumo ao Setor II. No encerramento um grande almoço de confraternização entre os cavaleiros, seguido de bingo e diversas atrações marcaram a tarde festiva.
Conheça um pouco mais sobre a história do Assentamento Gleba XV de Novembro.
No início da década de 1980, a região oeste do Estado, chamada de Pontal do Paranapanema, passava por uma grande transformação.
Desde o início dos anos 70, estavam em construção barragens e usinas para aproveitamento do potencial hidrelétrico dos rios Paraná e Paranapanema, que banham a região. Com a aproximação do fim das obras da CESP – Centrais Elétricas de São Paulo, um grande problema social estava sendo gerado: o desemprego de milhares de trabalhadores empregados nas obras, e um enorme contingente de famílias de posseiros e pequenos proprietários que iriam perder suas terras com o enchimento das represas das usinas hidrelétricas de Rosana e de Porto Primavera.
No dia 15 de Novembro de 1983, cerca de 800 trabalhadores, vindos em sua maioria dos municípios de Rosana, Euclides da Cunha Paulista, Teodoro Sampaio, Mirante do Paranapanema, e de outros municípios de São Paulo e do Paraná, realizaram a primeira ocupação organizada de terras no Pontal do Paranapanema: entraram nas fazendas Tucano e Rosanela, localizadas em Teodoro Sampaio, reivindicando sua desapropriação para que lá pudessem plantar e viver.
O grupo era constituído por trabalhadores que haviam perdido o emprego com o término das obras, por membros da população ribeirinha, prestes a perder suas posses, e por bóias-frias, que não encontravam trabalho na região. Entretanto, a maioria do grupo (92,98%) tinha experiência anterior em atividades da agricultura, como mostra o quadro do momento de entrada dos beneficiários no Projeto de Assentamento.
Na iminência de serem desalojados por decisão judicial em favor dos supostos proprietários, os trabalhadores rurais se retiraram das fazendas e decidiram montar um acampamento às margens da Rodovia Arlindo Bétio, SP 613, entre os quilômetros 23 e 29, onde ficaram durante seis meses. Acamparam, também, em março de 1984, em área provisória cedida pela CESP, próxima à Vila de Primavera.
Por fim, o Governo do Estado, na gestão de Franco Montoro, alegando a importância da área para a produção de alimentos, desapropriou por utilidade pública (Decreto 22.034/84) uma faixa de terra que cortava 17 fazendas, totalizando 15.000 hectares. Ali foi instalado o Projeto de Assentamento denominado Gleba XV de Novembro, o primeiro a ser criado no Estado após o período de governo militar. Foram beneficiadas mais de 500 famílias, sem processo de seleção.
Fonte: http://diversitas.fflch.usp.br/files/03-Gleba%20XV%20de%20Novembro.pdf